Seguiremos em luta pela liberdade dos inocentes!

Na tarde de ontem, 4/12, familiares, amigos e ativistas estiveram novamente ocupando as ruas do Capão Redondo, realizando um trancaço na Estrada de Itapecerica (uma das principais estradas da periferia da zona sul de São Paulo), para exigir justiça e liberdade para Alexssandro, Kelvim e Erick, três jovens presos injusta e arbitrariamente por um crime que eles não cometeram no dia 18/11.

Como já havíamos divulgado e denunciado no artigo “Liberdade para Alexssandro, Kelvim e Erick“, os jovens estavam dentro do complexo da EMEF Professora Iracema Marques da Silveira, no Parque do Engenho, região onde moram, quando foram surpreendidos pela Polícia Militar de João Dória (PSDB) que fazia uma busca por roubo de carga e entraram atirando no local. Mesmo com a vítima do roubo tendo alegado não reconhecer os jovens e um dos envolvidos no crime (que foi preso) ter afirmado que eles não estavam juntos, os três foram acusados pelo crime de interceptação.

Na versão da PM, os jovens estariam transferindo a carga para outro carro e que esse teria sido o “flagrante” que justificou a prisão deles. No entanto, essa versão é contestada pela família dos jovens, já que o roubo teria ocorrido em outro local da região, em direção oposta da escola, e que o único “erro” dos jovens foi somente terem saído correndo do complexo da EMEF Professora Iracema Marques da Silveira após terem se assustado com os tiros da PM. Ou seja, por mais absurdo que isso possa soar, seu “crime” foi estar no lugar errado e na hora errada. Seu “crime” foi o de serem filhos de trabalhadoras e trabalhadores. Seu “crime” foi o de serem jovens da periferia ocupando um espaço de uma escola pública, que é seu por direito!

Agora, as famílias dos jovens lutam para provar a inocência deles. Nadando contra a maré da justiça dos ricos e poderosos, que atua de forma lenta, burocrática e contra os pobres e oprimidos, buscam incluir um vídeo de uma câmera, que não foi utilizado na acusação, que comprova o que já foi afirmado pela vítima e que contradiz a versão da PM. São 18 dias sem respostas, sem notícias sobre seus filhos, sem nenhum apoio do Estado!

Nós do GOI/Palavra Operária, assim como os familiares, moradores e amigos dos jovens do Parque do Engenho, não temos dúvidas do caráter absurdo e arbitrário da prisão e acusação contra eles. Por vivenciarmos, presenciarmos e sabermos de diversos casos e relatos como este, de prisões forjadas e ações arbitrárias por parte da PM na periferia, como está sendo denunciado pelas famílias de Alexssandro, Kelvim e Erick, é que nos colocamos totalmente em defesa da sua imediata liberdade e nos solidarizamos com todos aqueles e aquelas que tomam as ruas e lutam por justiça!

Basta de prisões forjadas! Basta de repressão contra os jovens da periferia! Liberdade para os inocentes!

Reproduzimos abaixo fotos e vídeos do 4º ato pela Liberdade dos Inocentes:

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