2º turno das eleições em Taboão: Sandra Fortes e o GOI chamam Voto Nulo

O GOI (Grupo Operário Internacionalista), junto com o PSOL, apresentamos no 1º turno das eleições uma verdadeira alternativa de mudança para a classe trabalhadora de Taboão, com as candidaturas de Sandra Fortes (vereadora) e Najara Costa (prefeita) e demais candidaturas do PSOL. Consideramos um grande avanço a votação que obtivemos: 8734 votos para prefeita e 4291 votos para vereadores, sendo 669 votos em Sandra Fortes.

São votos que mostram o crescimento da consciência política de um importante setor da classe trabalhadora da cidade. Contudo, nossos votos não foram suficientes para eleger vereadores e passar ao 2º turno. Taboão seguirá sendo governada pelos mesmos de sempre. Os vereadores e vereadoras eleitos para a Câmara Municipal são na sua totalidade comprometidos com os ricos e poderosos e vão legislar mais quatro anos contra o povo trabalhador da cidade.

O mesmo podemos dizer dos candidatos que passaram para o 2º turno das eleições para prefeito, Engenheiro Daniel e Aprígio, representantes da oligarquia patronal que sempre esteve no poder na cidade, ora na situação, ora na oposição.

Engenheiro Daniel, indicado pelo atual prefeito, quer dar continuidade aos 8 anos de governos do PSDB na cidade. Estes a classe trabalhadora, principalmente o funcionalismo público, já conhece. São os atuais responsáveis pela privatização e desmonte da Saúde Pública, pelos contratos milionários com empresas na Educação, pelo péssimo transporte coletivo prestado pela Fervima-Pirajuçara, pelos baixos salários e falta de direitos do funcionalismo municipal. São conhecidos pelos métodos truculentos e autoritários com que atacam e perseguem as trabalhadoras e trabalhadores nas escolas e repartições públicas.

Aprígio, deputado estadual, que hoje faz promessas de “mudança”, já governou a cidade junto com o ex-prefeito Evilásio Farias/PSB (condenado por corrupção), foi membro de sua bancada na Câmara Municipal, e nada fez para melhorar os serviços públicos e a situação do funcionalismo. É um milionário do ramo imobiliário, responsável pela verticalização (prédios e mais prédios) desenfreada e sem planejamento da cidade, que tantos transtornos traz ao trânsito e à mobilidade urbana e também à precária estrutura de serviços públicos do município (postos de saúde, prontos socorros e hospitais, creches, assistência social, etc.).

Nenhum deles nos representa, a nós da classe trabalhadora, que vivemos do suor do nosso trabalho. Brigam pelo poder nas eleições, mas estão unidos para acabar com nossos direitos. No Congresso Nacional seus partidos, o PSDB do Engenheiro Daniel e o PODEMOS de Aprígio estiveram juntos na aprovação da “reforma” Trabalhista do governo Temer, e da “reforma” da Previdência de Bolsonaro. Agora, estes partidos, junto com Bolsonaro, planejam fazer uma “reforma” Administrativa para acabar com a estabilidade e os direitos do funcionalismo. Não podemos duvidar nenhum segundo que Engenheiro Daniel e Aprígio vão apoiar estes e outros ataques aos nossos direitos.

Aprígio se negou a assinar o Manifesto do Conegro com medidas para combater o racismo na Prefeitura e na cidade, chegando a desrespeitar os representantes dos Movimentos Negros. Engenheiro Daniel faz parte de um governo que paga menos que um salário mínimo para a maioria do funcionalismo (e apenas R$ 550,00 para as PAPs), cuja maioria são pessoas negras. Também não se comprometeram com a Pauta de Reivindicações do Quadro de Apoio do Magistério.

Buscarini e Aprígio, quando procurados pela Comissão de Representantes desta categoria, falaram que, se eleitos, “vão pegar o caixa da prefeitura quebrado”, que só poderão “agir dentro da lei”, que “é preciso ter paciência”, ou seja, o mesmo discurso do atual prefeito quando assumiu o mandato em 2013, após o governo Evilásio.

Querem assumir a Prefeitura para governar para os patrões e não para nós trabalhadoras e trabalhadores. Para ganhar o nosso voto nas eleições tentam iludir a nossa classe com slogans de “Pode confiar, tranquilo” ou “Podemos reconstruir Taboão”.

Por tudo isso, agora no 2º turno, alertamos: Nem Engenheiro Daniel, nem Aprígio merecem a nossa confiança e o nosso voto! Vamos dar nas urnas o nosso VOTO DE PROTESTO, o VOTO NULO. Votar nulo é uma forma legítima e democrática de demonstrar que nenhum deles nos representa.

Independente de qual dos dois vença, nós trabalhadoras e trabalhadores, a juventude e o povo pobre das periferias teremos de seguir nos organizando para lutar por Emprego, Salário, Serviços Públicos e Transporte Coletivo de qualidade, sem esperar pelas eleições de aqui a 4 anos. Nossa defesa é a luta! E a luta não pode parar! O compromisso de Sandra Fortes e do GOI é de seguir na linha de frente das lutas e da organização do povo explorado e oprimido.

Chamamos as/os camaradas do PSOL a seguirmos apresentando uma alternativa consciente e classista para a classe trabalhadora chamando o VOTO NULO no 2º turno. Estendemos este chamado a todos os partidos que falam em nome da classe trabalhadora: PT, PCdoB, PSTU, PCO, UP. E também aos sindicatos, movimentos de luta pela moradia (MTST, MST e outros) e coletivos e movimentos de luta das mulheres, LGBTQIs, ao Conegro e ao Movimento Negro. Vamos formar uma grande Frente pelo Voto Nulo no 2º turno para desmascarar os dois candidatos da burguesia. E seguir organizando esta frente única da classe trabalhadora nas lutas que virão.

#ChegaDosMesmos

#ForaPSDB

#AprigioNãoMeEngana

#Proteste!VoteNULO

#VenhaPraLuta!

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