Por um Plano de Luta de solidariedade aos grevistas da Renault e de mobilização d@s metalúrgic@s contra as demissões

Carta Aberta aos Sindicatos Metalúrgicos e à Força Sindical, CUT, Intersindical e CSP-Conlutas  

A greve d@s metalúrgic@s da Renault entrou hoje (30/7) no seu 9º dia. São cerca de 7 mil operários e operárias numa dura e heroica luta pela readmissão de 747 colegas demitidos sumariamente pela empresa.

Trata-se, sem dúvida, da greve mais importante no país, neste momento em que a classe trabalhadora está sofrendo com a política genocida de Bolsonaro, governadores e prefeitos diante da pandemia do coronavírus e, ao mesmo tempo, tendo seus empregos, salários e direitos covardemente cortados pelos patrões. Soma-se a outras lutas importantes como a dos entregadores de aplicativos, funcionários da Saúde Pública e do Judiciário, professores de escolas particulares e outras que se espalham pelo país.

@s metalúrgic@s das montadoras e autopeças vêm sofrendo estes ataques desde antes da atual crise pandêmica e econômica. No final do ano passado, a FORD do ABC fechou, colocando no “olho da rua” mais de 600 trabalhador@s, e a GM de São José dos Campos demitiu outr@s 200 operári@s. Em junho deste ano, a Nissan demitiu 398 funcionári@s em Resende. A Embraer (setor aeronáutico) quer impor agora um novo PDV. E há muitos outros casos. As empresas imperialistas proprietárias destes setores chaves da indústria do país se aproveitam da crise para avançar em seus planos de inovação tecnológica e de precarização da força de trabalho, o que para a classe operária significa mais demissões e piores salários e condições de trabalho. 

A greve d@s operári@s da Renault é o maior exemplo de resistência às demissões e aponta o caminho da luta para a classe operária metalúrgica e para o conjunto da classe trabalhadora.

Por isso, é preciso que os sindicatos, principalmente os metalúrgicos, e as centrais sindicais, principalmente a CUT, a Força Sindical, a CSP-Conlutas e a Intersindical, que representam os operários das principais empresas do setor, tem uma grande responsabilidade neste momento.

Em primeiro lugar, é preciso organizar a solidariedade ativa aos grevistas da Renault, para evitar que sua greve caia no isolamento, fazendo de tudo para que seja vitoriosa.

Hoje, após 9 dias de greve (!), estão convocados alguns atos em concessionárias da Renault no Paraná e na Grande São Paulo. É um passo à frente, mas muito insuficiente diante da determinação da empresa em manter as demissões, no que é apoiada pelos governos de Ratinho Jr e de Bolsonaro. A solidariedade aos grevistas tem de ser construída na luta, principalmente junto à classe operária. É preciso e é possível aproveitar o exemplo de luta dado pel@s grevistas para sensibilizar e mobilizar o conjunto da classe operária metalúrgica, a começar pel@s trabalhador@s das montadoras e autopeças, chamando-@s a seguir o exemplo d@s operári@s da Renault.

Nos dirigimos em primeiro lugar à CSP-Conlutas, central da qual participamos, que dirige o Sindicato dos Metalúrgicos de SJC. Propomos que a central faça uma carta aberta aos operários a ser distribuída nas principais montadoras, autopeças e metalúrgicas do país chamando os operários e se mobilizarem imediatamente em apoio aos grevistas da Renault e em defesa dos seus próprios empregos. E chamando as direções da Força Sindical, CUT e Intersindical a mobilizarem suas bases e unificarem a luta.

É preciso organizar um verdadeiro Plano de Luta de Solidariedade e Mobilização a ser implementado nas bases: boletins para informar aos trabalhadores sobre a greve da Renault (que está sendo boicotada pela mídia burguesa), assembleias nas portarias das empresas, atrasos na entrada, paralisações de algumas horas ou de um dia. É preciso apontar a construção da greve geral dos operários das montadoras e autopeças e demais metalúrgicos em defesa dos empregos, salários e direitos. Propomos também que a CSP-Conlutas envie imediatamente uma delegação de operári@s para se solidarizar com @s grevistas da Renault e se colocar à disposição d@s grevistas e do sindicato para ajudar diretamente nas tarefas da mobilização.

GOI (30/7/2020)

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