#GreveRenault: metalúrgicos decidem em assembleia pela manutenção da greve por tempo indeterminado

Na tarde desta segunda-feira, 27/7, os operários e operárias da Renault decidiram em assembleia realizada na porta da fábrica pela manutenção da greve por tempo indeterminado e a realização de assembleias diárias para dar informes e encaminhamentos da luta, até que a empresa sente para negociar e revogue as 747 demissões arbitrárias realizadas no dia 21/7.

A greve histórica da categoria entra no seu 6° dia e é extremamente importante a solidariedade e fortalecimento desta luta pelos ativistas, movimentos sociais e organizações da classe trabalhadora.

Muitos são os relatos publicados pelos trabalhadores e trabalhadoras e seus familiares que revelam a crueldade que tais demissões promoveram em suas vidas. Num momento em que aumentam o número de casos da Covid-19 no Paraná, o desemprego se torna também uma ameaça na vida da classe trabalhadora.

“Trabalhei 3 anos na Renault, não tinha um atestado, uma falta, tinha uma das notas mais altas da avaliação individual e fui mandado embora”, escreveu um operário.

“Muito triste, meu esposo trabalhador da Renault está muito abatido, sem dormir, se sentindo derrotado. Estou tentando ser forte, e passar motivação para ele, mas mexeu muito com o psicológico também. Que Deus dê forças a todas famílias, pois não está fácil.”, desabafou a esposa de outro operário.

“Meu namorado foi demitido por telegrama estando de atestado, com restrições problemas físicos e psicológicos devido a consequência do seu trabalho dedicado a empresa. Para a Renault do Brasil ele é apenas um número na soma dos 747. Para mim e para sua família ele é nosso amor, um trabalhador honrado que merece no mínimo respeito pela dedicação como todos os inseridos neste triste e decepcionante quadro.”, outro relato feito pela namorada de um operário.

“Empresa não teve coragem de olhar pra cara dos trabalhadores. Atitude covarde mandar embora por email.”, reclamou um operário

O GOI continuará manifestando seu apoio e solidariedade incondicional à luta dos metalúrgicos da Renault. Pela readmissão imediata dos operários e operárias demitidos. #Somos747!

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