Solidariedade @s Enfermeir@s atacad@s por bandos bolsonaristas!

O GOI se soma à solidariedade com as enfermeiras e enfermeiros agredidos pelo bando bolsonarista durante um ato simbólico em defesa d@s mort@s pela Covid19, dos profissionais da saúde e por melhores condições de trabalho e salários. 


Obrigados a estar na linha de frente da crise sanitária sem as condições mínimas para exercerem seus trabalhos, @s enfermeir@s, auxiliares e técnicos de enfermagem e demais trabalhador@S de hospitais, postos de saúde e pronto socorros são uma categoria composta majoritariamente por mulheres e na qual muit@s LGBTTQIs também fazem parte. Este recorte de gênero e sexualidade é importante, pois revela como o capitalismo superexplora os setores mais oprimidos da nossa classe, com uma jornada de trabalho exaustiva e salários miseráveis. 


Por enfrentar esta dura realidade que estas trabalhadoras e trabalhadores se manifestam diariamente em seus locais de trabalho. Cada dia novos relatos chegam à mídia e ao conhecimento da nossa classe sobre a que estão submetid@s @s profissionais da saúde. A ação feita por est@s trabalhador@s no 1° de Maio da Classe Trabalhadora é um grande exemplo de resistência, que demonstra que a data não deveria ficar limitada às redes sociais, como quiseram as grandes centrais sindicais e partidos da classe trabalhadora.


Em um momento bastante particular da conjuntura e diante dos ataques que el@s sofreram, defendemos que sindicatos, associações de trabalhador@s, partidos políticos da nossa classe e coletivos de mulheres, negros e negras, indígenas, quilombolas e de tod@s @s lutador@s organizem a auto defesa dos oprimidos contra seus exploradores.

Nossa defesa é a luta e resistência organizada da nossa classe! 

Chamamos as trabalhadoras e trabalhadores e suas organizações a lutar também por:

10 MEDIDAS DE EMERGÊNCIA CONTRA A CRISE SANITÁRIA E ECONÔMICA:

1) Licença remunerada para todas trabalhadoras e trabalhadores enquanto durar a quarentena, com garantia de emprego, salário integral e direitos trabalhistas. Organizar greves nos locais de trabalho e categorias para impor isso aos patrões a aos governos. Formação de Comissões de Trabalhador@s nas empresas para garantir nossa saúde e nossos direitos.

2) Garantia de seguro desemprego por um ano a todas e todos desempregados, desalentados e subempregados, independentemente do tempo que trabalhou empregado.

3) Plano Emergencial para a Saúde Pública:

  • Contratação imediata de trabalhadoras e trabalhadores para reforçar as equipes do SUS;
  • Fornecimento imediato de Equipamentos de Proteção Individual e condições adequadas de higiene para estes trabalhadores;
  • Escala de rodízio dos trabalhadores do SUS definida pelos próprios trabalhadores em assembleia;
  • Testes do Covid-19 suficientes para diagnosticar as pessoas com sintomas;
  • Distribuição gratuita de remédios essenciais à população necessitada;
  • Estatização da rede de hospitais privados, sob controle dos trabalhadores.
  • Intervenção do estado na indústria farmacêutica, química, de produtos hospitalares e outras para garantir a prioridade de produção dos medicamentos e produtos necessários ao combate à epidemia (aparelhos respiratórios, medicamentos, máscaras, luvas, leitos, testes, etc.). Formação de comissões de trabalhadores destas empresas para o controle da produção.

4) Plano de funcionamento emergencial para os setores essenciais (água/saneamento, luz, internet, transportes, combustíveis, coleta de lixo, alimentos, etc.), elaborado pelos trabalhadores e sindicatos. Formação de Comissões de Trabalhador@s para impor o Controle Operário da Produção nestas empresas, definindo o que, quanto e como deve ser produzido.

5) Distribuição gratuita e massiva pelo governo de cestas básicas à população necessitada; redirecionamento da merenda escolar para isso.

6) Suspensão do pagamento de contas de água, luz, gás e internet e dos impostos sobre a população pobre (IPTU, etc.) enquanto durar a crise sanitária e a recessão da economia.

7) Desapropriação imediata pelo estado dos hotéis e grandes imóveis desocupados e subocupados, de propriedade dos grandes especuladores imobiliários, para abrigar a população sem teto e que vive nas ruas. Suspensão das reintegrações de posses de terras indígenas e quilombolas e ocupadas por famílias pobres.

8) Suspensão imediata do pagamento da dívida pública aos banqueiros e agiotas nacionais e estrangeiros, para usar os recursos do Estado nas medidas de emergência contra a crise sanitária e econômica.

9) Formação de Comitês de Salvação Pública nos bairros populares, eleitos em assembleias livres e democráticas das comunidades, para adotar e controlar as medidas necessárias para a preservação da vida do povo pobre e trabalhador.

10) Não à repressão e controle militar sobre as lutas da classe trabalhadora e sobre os bairros populares! 

Estas medidas urgentes devem se combinar também com a luta por um Programa Socialista para dar uma saída operária para a crise capitalista:

  • Fora Bolsonaro e Mourão! Por um Governo da Classe Trabalhadora, sem patrões!
  • Plano Nacional de Obras Públicas para construir creches, hospitais, postos de saúde, moradias populares, escolas, estradas e saneamento básico. Contratação, pelo governo, dos desempregados e subempregados para fazer estas obras. Redução da jornada de trabalho para 6 horas, sem redução do salário. Implantação da escala móvel de horas de trabalho (repartir o trabalho disponível entre as trabalhadoras e trabalhadores para que todos tenham emprego)
  • Reajuste mensal dos salários igual à inflação
  • Estatização com controle operário dos bancos e grandes empresas (indústrias, comércio, serviços e agronegócio). Reforma Agrária nas grandes fazendas.
  • Anulação das “reformas” Trabalhista e da Previdência! Restauração de todos os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais da CLT e da Constituição de 1988. Garantia destes direitos a todos trabalhadores e trabalhadoras.
  • Defesa das liberdades democráticas e da luta das mulheres, negros, indígenas, LGBTQIs e imigrantes. Organizar a autodefesa das organizações e ativistas da classe trabalhadora. Direito de sindicalização e de greve aos soldados e praças.  

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