Haiti: a luta contra a exploração capitalista e o Covid-19.


Por Sandra Fortes

“Coronavírus no Haiti: os perigos da chegada da covid-19 ao país mais pobre das Américas – http://r7.com/nmjY”

A medida que o novo Coronavirus avança sobre os países pobres e periféricos, como o Haiti, vemos cada vez mais artigos semelhantes ao do R7 serem divulgados pelos canais de notícia pela internet.

No entanto, o que a imprensa patronal e burguesa não menciona, pois não é do seu interesse, são as inúmeras empresas, cujos lucros foram elevados a enésima potência, devido ao trabalho semi escravo no Haiti.

São milhares de operárias e operários que recebem menos de dois dólares por dia, sem direitos trabalhistas básicos (férias, décimo terceiro, repouso semanal remunerado, etc…) para produzir riquezas para o imperialismo, particularmente Norte Americano, mas também Europeu.

Empresas brasileiras como a Teka também lucram por lá. Atuam no país apenas para sugar de lá as riquezas e a força de trabalho, desde a invasão espanhola, francesa, norte americana…


Só o que evolui no Haiti são os lucros das grandes empresas e a miséria de uma população trabalhadora cada vez mais pobre, mais explorada, mais doente e vulnerabilizada pela ganância capitalista, incapaz de investir um único dólar em saneamento básico, moradias populares, postos de saúde e hospitais… Enquanto os conglomerados industriais fortificados se alastram no país, protegidos pelo governo, exércitos do mundo e pela polícia local.


O povo pobre haitiano, que protagonizou revoluções (a única de escravos vitoriosa e a segunda independência das Américas – 1791/1806); que enfrentou invasões militares, como a mais recente 2004/2017, chefiadas pelo exército brasileiro; que enfrentou o terremoto em 2010; que enfrentou a epidemia de cólera; tem pela frente o enfrentamento da Covid-19.

A diferença, neste momento, é que a classe trabalhadora haitiana enfrentará a Covid-19 ao mesmo tempo que o conjunto da classe trabalhadora mundial enfrenta esta crise sanitária e a crise econômica.

Haverá lutas da nossa classe! Que sejam unificadas! Que a rebeldia haitiana contagie nossas manifestações, que conduza nossa classe à novas revoluções, à socialização das riquezas, à expropriação dos meios de produção, ao governo da Classe Trabalhadora, sem patrões, e ao fim da opressão e da exploração.

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