Empresa Vector expõe funcionári@s a risco do Covid-19

Após publicarmos a notícia da paralisação d@s trabalhador@s de call centers, recebemos uma nova denúncia.

A empresa Vector, que presta serviço no prédio da Caixa Econômica Federal, no Largo da Concórdia, conhecido como Ceate, na capital paulista, está cometendo várias irregularidades com @s trabalhador@s, expondo-@s a risco de contaminação pelo Covid19: não há nenhum cuidado sanitário, o carpete está podre, os postos de atendimento (P. A.) estão sujos (nunca foram limpos), tem apenas água com sabão aguado no banheiro e um álcool em gel na parede. Proíbem @s funcionári@s de usar luva e máscara, dizendo que é para não causar pânico. Há vários casos suspeitos de Covid19. Uma funcionária afastada com suspeita foi proibida de entrar no prédio com máscara quando foi levar o atestado de afastamento. Outra funcionária afastada passou pelo médico do trabalho e ele informou que iria cortar o atestado de 14 para 7 dias.

São 1200 funcionários, e uma média de 300 estão cumprindo aviso prévio, mas nem esses e nem os que são da classe de risco a empresa está afastando do trabalho. O contrato da empresa com a Caixa se encerra em agosto. Mas, muit@s funcionári@s nem desejam permanecer na empresa devido às péssimas condições de trabalho e à pressão psicológica constante, agravadas agora pela falta de proteção ao Covid-19.   

No dia 23/3 houve uma paralisação de alguns funcionários que forçou a empresa a adotar algumas medidas: mandar o pessoal da limpeza passar pano com álcool nas mesas, colocarem mais 2 álcool em gel para uso d@s funcionári@s, e perguntaram quem era gestante e tinha asma e bronquite para ser liberado. Colocaram uma PA sim e outra não, mas, quando o pessoal da tarde chegou para trabalhar não havia PAs suficientes, ficaram todos em pé aglomerados no espaço de trabalho.

O sindicato da categoria “nunca deu as caras por lá”, segundo @s funcionári@s.

Reproduzimos aqui a denúncia d@s trabalhador@s @s chamamos a se mobilizar e auto organizar para defender seus direitos e sua saúde.

Desde já, nós do GOI nos colocamos à disposição para ajudar nesta luta. Sugerimos algumas medidas a serem tomadas pel@s trabalhador@s: exigir licença remunerada para tod@s enquanto durar a quarentena, com garantia de emprego, salário integral e direitos trabalhistas. Formar uma comissão eleita democraticamente pel@s funcionari@s para pressionar e negociar com a direção da empresa.

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