Mundo em luta

VIVA A LUTA DO POVO CHILENO! FORA PIÑERA!

Mais de um milhão de manifestantes em Santiago

O governo de direita de Sebastian Piñera aumentar o preço do metrô, iniciou-se uma rebelião popular na capital do Chile, Santiago, que logo se espalhou por todo o país. Trabalhadores e jovens estudantes já fizeram duas greves gerais e milhares se mobilizam todos os dias nas ruas, organizando assembleias, barricadas e se enfrentando com as forças militares, que já mataram 23 pessoas e deixaram mais de 200 com sequelas nos olhos, atingidos por balas de borracha.

O Chile é um exemplo do capitalismo liberal. A Educação, a Saúde e a Previdência são totalmente privatizadas. Cerca de 90% de homens e mulheres aposentados recebem só R$ 840 de aposentadoria, cerca de metade do salário mínimo do Chile, que é R$ 1.625. Muitas famílias gastam até 30% de sua renda com transporte. A revolta da classe trabalhadora e da juventude é contra este sistema de exploração capitalista.


REVOLTA INDÍGENA NO EQUADOR IMPÕE DERROTA AO GOVERNO

Soldados indígenas se unem à revolta popular

A mando do FMI, o presidente Lenin Moreno acabou com o subsídio, elevando o preço dos combustíveis, e iniciou uma “reforma” trabalhista, rebaixando o já precário nível de vida do povo pobre do Equador. Mas, ele não contava com a forte resistência a seus projetos de fome e miséria. Os trabalhadores, camponeses e indígenas fizeram nas ruas em poucos dias o que décadas de trabalho parlamentar reformista não conseguiu: derrotar um projeto de ajuste de um governo capacho da burguesia e do imperialismo. A insurreição popular, com os indígenas à frente, abriu a possibilidade de derrubada do governo, mas isso não ocorreu devido à traição das direções do movimento, em especial da CONAIE (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador) que suspendeu as mobilizações após o governo recuar do decreto de aumento dos combustíveis. O povo pobre e trabalhador do Equador conquistou com muita luta uma vitória parcial. Contudo, a burguesia e seu governo ainda continuam de pé e tentarão de outras formas fazer com que o povo pague pela crise econômica e social criada pela anarquia capitalista. Mas, a luta ainda não terminou.


ARGENTINA: ELEIÇÕES LEVAM KIRCHNERISMO DE VOLTA AO PODER

Cristina Kirchner e Alberto Fernandez após a vitória eleitoral contra Macri

As eleições argentinas expressaram as grandes manifestações de rua e greves gerais contra o governo de direita de Macri, que, em quatro anos, aumentou a miséria e a entrega do país à recolonização dos Estados Unidos: aumento das tarifas públicas, alta dos preços, baixíssimos salários e desemprego. Estas lutas, que poderiam ter levado à queda de Macri, foram desviadas pela burocracia sindical e parlamentar para a eleição de Alberto Fernandez, político peronista ligado à ex-presidente Cristina Kirchner.

O acordo com o FMI assinado por Macri é a primeira questão a ser enfrentada pelo novo governo. Durante o governo anterior dos Kirchner foi decretada uma moratória da dívida externa, mas logo depois se voltou a pagar. Com Macri a dívida chegou a mais de 280 bilhões de dólares (mais de 80% do PIB). Todavia, o novo governo já deixou nítido que não pretende tomar o caminho da ruptura com o FMI, mas sim de buscar novos acordos, indicando que o dito governo “progressista de esquerda” pode frustrar as esperanças do povo pobre e trabalhador argentino.

A boa notícia que vem da Argentina é a da libertação do petroleiro Daniel Ruíz, militante do PSTU e da LIT, preso por mais de um ano por lutar contra as “reformas” previdenciária e trabalhista de Macri. Uma vitória da campanha internacional de solidariedade ao camarada!


ABAIXO O GOLPE NA BOLÍVIA!

Manifestantes de El Alto marcham contra o golpe

Os partidos da burguesia boliviana, apoiados pela cúpula das Forças Armadas e Policiais, pelos Estados Unidos, por Bolsonaro e outros governos reacionários, deram um golpe que levou à renúncia do presidente Evo Morales. Querem impor um governo que ataque sem tréguas as condições de trabalho e de vida do povo boliviano, avançando na recolonização imperialista e fazendo retroceder a luta dos povos originários (indígenas) contra o racismo que sofrem há séculos.

Os golpistas se aproveitaram do descontentamento popular com o falso “socialismo bolivariano” e a “colaboração entre as classes e povos” dos cerca de 14 anos de governo Evo. A crise econômica mundial expôs a verdadeira situação da Bolívia: pobreza, desemprego, falência dos serviços públicos e submissão aos interesses capitalistas e imperialistas. 

Ao invés de organizar o povo para resistir ao golpe, Evo renunciou e fugiu para o México. As organizações operárias e populares, como a COB (Central Operária Boliviana), também não organizaram a luta contra os golpistas e só sabem fazer apelos à “pacificação” e negociação com os golpistas, que já mataram 23 pessoas nas manifestações. Mas, apesar da traição de seus dirigentes, os trabalhadores e trabalhadoras, moradores de bairros populares como El Alto, camponeses e indígenas estão indo às ruas, bloqueando estradas, fábricas e refinarias, enfrentando a repressão militar. Todo apoio à luta do povo pobre e trabalhador da Bolívia para derrotar o golpe da direita!

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