Pela união da classe trabalhadora e do povo oprimido, nas lutas e nas eleições. Vote para derrotar Bolsonaro e os candidatos patronais: VOTE 13 HADDAD Presidente/MANUELA vice

A economia do país segue estagnada. Mais de 27 milhões de trabalhadoras e trabalhadores, sobretudo jovens, estão desempregados ou em empregos precários e informais. Os salários congelados perdem poder de compra. A patronal busca aplicar a “reforma” trabalhista de Temer e destruir as convenções coletivas de trabalho. A “reforma” do Ensino Médio vai piorar a qualidade do ensino, fechar mais salas de aula (principalmente no noturno), gerando mais desemprego e abandono das escolas. O povo pobre sofre diariamente nas filas dos hospitais e postos de saúde e nas superlotações do transporte coletivo. A vida está cada dia mais difícil para a classe trabalhadora!

Nas eleições, como sempre, várias promessas de melhoria são feitas para enganar o povo. Mas, por trás dos câmeras, os patrões estão fazendo de tudo para eleger um novo governo e Congresso Nacional que deem continuidade às “reformas” antioperárias de Temer (começando pela “reforma” da Previdência), impondo mais cortes nos investimentos sociais e privatizando as riquezas e empresas nacionais para pagar a dívida com os bancos e agiotas nacionais e estrangeiros.

Para facilitar a vitória de candidatos patronais, os juízes decretaram a prisão e cassação de Lula sob a acusação de corrupção, mas corruptos notórios como Alckmin, Beto Richa, Aécio, Garotinho, Bolsonaro, Romero Jucá, Roseana Sarney e muitos “políticos de carreira” do PSDB, DEM, MDB, etc, seguem fazendo campanha livremente. Isso mostra o caráter fraudulento destas eleições manipuladas pela “justiça” dos ricos e pela Globo e outras TVs, rádios e jornais burgueses.

Com Lula cassado e preso, as candidaturas do capitão Bolsonaro e seu vice general Mourão pularam para o primeiro lugar nas pesquisas. Esta dupla de militares representa os piores preconceitos dos patrões contra a classe trabalhadora, principalmente as mulheres, negros e negras, indígenas, LGBTTQIs e imigrantes pobres. Para garantir o aumento da exploração e da opressão eles ameaçam trazer de volta os tempos sombrios da ditadura militar que prendeu, torturou e matou quem lutava pelos direitos do povo pobre.

É preciso unir a classe trabalhadora e todos os setores oprimidos, nas lutas e nas urnas, para enfrentar a ofensiva dos patrões e seus governos sobre nossos empregos, salários e direitos sociais, trabalhistas e democráticos. Nas eleições de 7 de outubro precisamos derrotar os candidatos dos patrões e a direita raivosa bolsonarista.

É com este objetivo que o GOI chama a votar em Haddad para presidente/Manuela vice, nos colocando junto à maioria das trabalhadoras e trabalhadores conscientes que vão votar nos candidatos indicados por Lula e pelo PT.

PARA UNIR A CLASSE TRABALHADORA, LULA/HADDAD/MANUELA/PT/PCdoB TEM QUE ROMPER COM A BURGUESIA

Chamamos a votar em Haddad/Manuela para derrotar os patrões e a direita, mas alertamos as trabalhadoras e trabalhadores que a política de alianças com a burguesia praticada por Lula/Haddad/PT/PCdoB é um desastre para a nossa classe. Devido a esta política, quando o PT governou o país por mais de 13 anos, com Lula e Dilma, os principais problemas do povo pobre e trabalhador não foram resolvidos, atacaram nossos direitos (aposentadoria dos servidores públicos, pensões, PIS, seguro desemprego), se sujaram na corrupção e mantiveram o Brasil dominado pelos Estados Unidos e outras potências, inclusive enviando o Exército brasileiro para reprimir o povo haitiano. A burguesia se aproveitou da desilusão de muitas trabalhadoras e trabalhadores com Lula e o PT para derrubar o governo Dilma, prender Lula e para fortalecer a direita militarista e fascista.

A burguesia espera apenas passar as eleições para redobrar os ataques à nossa classe. Só rompendo e enfrentando os patrões e chamando a mobilização do povo pobre e trabalhador nas ruas será possível a Lula/Haddad/PT/PCdoB cumprirem seu compromisso de defender as condições de vida e de trabalho e os direitos democráticos da classe trabalhadora. Porém, Lula e o PT, mesmo sendo duramente atacados pela burguesia, seguem com a sua velha política de conciliação de classes. Haddad já “retomou o diálogo” com os grandes empresários e banqueiros. Nos estados, o PT e o PCdoB estão aliados a vários partidos burgueses, inclusive com MDB, PSDB e DEM, base do governo Temer.

Chamamos as trabalhadoras e trabalhadores a votar em Haddad/Manuela, mas ao mesmo tempo exigir deles, de Lula e do PT/PCdoB: Fora o PROS da coligação! Ruptura das coligações com partidos e candidatos patronais nos estados! Por uma Frente da Classe Trabalhadora, sem patrões!

Chamamos o PSOL/PCB e o PSTU a levantarem estas exigências e a retirarem suas candidaturas à presidência para somar forças com Lula/Haddad/Manuela/PT/PCdoB, para unificar o conjunto da esquerda numa frente única de combate aos patrões e à direita.

Reafirmamos nossa proposta de um Encontro de base que reúna os partidos que falam em nome da classe trabalhadora (PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCB, PCO), correntes e grupos políticos de esquerda, os sindicatos e movimentos populares, camponeses, feministas, antiracistas, indígenas e LGBTTQIs, para unificar o conjunto das nossas forças para derrotar a burguesia e o bolsonarismo nas urnas e nas lutas. É preciso seguir o exemplo do movimento “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, organizando a mobilização nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas e nos bairros populares.

LUTEMOS POR UM GOVERNO DA CLASSE TRABALHADORA, SEM PATRÕES, QUE APLIQUE UM PROGRAMA SOCIALISTA, EM DEFESA DE NOSSOS EMPREGOS, SALÁRIOS E DIREITOS E DA SOBERANIA NACIONAL, A COMEÇAR POR 5 MEDIDAS URGENTES:

  1. Anulação das “reformas” de Temer! Restauração dos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais da CLT e da Constituição de 1988 e sua garantia para todas as trabalhadoras e trabalhadores.
  2. Suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros e agiotas nacionais e estrangeiros. Fora o FMI e o imperialismo da América Latina!
  3. Plano Nacional de Obras Públicas para construir creches, hospitais, postos de saúde, escolas, moradias populares e saneamento básico. Contratação dos desempregados, pelo governo, para fazer estas obras.
  4. Estatização com controle operário dos bancos e das grandes empresas (industriais, comerciais, serviços e agronegócio). Reforma Agrária nas grandes fazendas. Demarcação e defesa das terras dos povos indígenas e quilombolas.
  5. Defesa das liberdades democráticas, de autodefesa das organizações da classe trabalhadora e das reivindicações das mulheres, negros e negras, indígenas, imigrantes e LGBTTQIs! Direito de sindicalização e de greve para os soldados e praças.

GOI – Grupo Operário Internacionalista – 22/9/2018

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