“DataSenado: violência de gênero atinge 3,7 milhões de brasileiras”
“Inclusão da misoginia como crime de preconceito é aprovada e vai à Câmara”
“Quase 5 milhões de mulheres no Brasil ainda não têm água em casa” (https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/noticias-e-eventos/noticias/quase-5-milhoes-de-mulheres-no-brasil-ainda-nao-tem-agua-em-casa)
“Mesmo mais escolarizadas, mulheres ganham quase 20% a menos que homens, diz IBGE” (https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2025/10/09/mesmo-mais-escolarizadas-mulheres-ganham-quase-20percent-a-menos-que-homens-diz-ibge.ghtml)
“IBGE lança plataforma com dados sobre mulheres no Censo 2022” (https://primeiramaoonline.com.br/2026/03/22/ibge-lanca-plataforma-com-dados-sobre-mulheres-no-censo-2022/)
Panorama, Censo 2022 (https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/index.html?localidade=BR)
“Desigualdade de gênero no Brasil” (https://www.youtube.com/watch?v=QBHN9tS_A-8)
“Salário, política e tarefas de casa: IBGE mostra desigualdade entre mulheres e homens…” (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2024/03/08/salario-politica-e-tarefas-de-casa-ibge-mostra-desigualdade-entre-mulheres-e-homens.htm?cmpid=copiaecola)
Um rápido olhar no noticiário no Brasil dedicado ao dia-mês internacional da mulher, revela que a desigualdade econômica das mulheres em relação aos homens se mantém ou aumenta. Os dados do IBGE apontam de forma mais minuciosa esta desigualdade que parece crescente.
O fato concreto é que a desigualdade econômica, consequentemente social e política cresce mundialmente de forma assustadora:
“Oxfam: Riqueza de bilionários cresce 16%, em 2025, e soma US$ 18,3 trilhões “
“De acordo com a entidade, desde 2020, a riqueza dos bilionários aumentou 81%, enquanto uma em cada quatro pessoas do planeta não possuem o suficiente para comer e quase metade da população mundial vive na pobreza. O estudo analisa como os super-ricos estão garantindo poder político para moldar as regras de nossas economias e sociedades em benefício próprio e em detrimento dos direitos e liberdades das pessoas em todo o mundo. Além disso, detecta que esse aumento da riqueza desse seleto grupo coincide com a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perseguindo uma agenda pró-bilionários.”
“No Brasil, segundo a Oxfam, a concentração de riqueza atinge níveis extremos: o país reúne o maior número de bilionários da América Latina e do Caribe, com 66 pessoas que acumulam juntas cerca de US$ 253 bilhões, a maior fortuna total da região. “Esse cenário convive com um sistema tributário historicamente regressivo, no qual a maior parte da carga recai sobre o consumo e os trabalhadores, penalizando de forma desproporcional pessoas negras, mulheres e famílias de menor renda, enquanto as rendas mais altas e do capital seguem insuficientemente tributadas”, destacou a nota da Oxfam.”
“A riqueza dos bilionários triplicará em 2025, atingindo o pico mais alto de sempre, o que desencadeia uma perigosa desigualdade política.”
Portanto, numa sociedade em que a desigualdade econômica aumenta, mais e mais, a opressão (com base nas diferenças de raça; sexo-sexualidade-gênero; nacionalidade; idade e outras) se intensifica, tanto para justificar as desigualdades quanto para aumentar os lucros.
““No ano passado, houve mais de 142 protestos significativos contra o governo em 68 países, que as autoridades geralmente enfrentaram com violência. As chances de retrocesso democrático através, por exemplo, da erosão do Estado de Direito ou do enfraquecimento de eleições são sete vezes maiores em países altamente desiguais”, alertou a Oxfam. “Os governos estão permitindo que os super-ricos dominem empresas de mídia e redes sociais. Bilionários possuem mais da metade das maiores empresas de mídia do mundo e todas as principais empresas de redes sociais”, acrescentou.
O relatório cita a compra do Washington Post por Jeff Bezos, Elon Musk com o Twitter/X, Patrick Soon-Shiong com o Los Angeles Times e um consórcio de bilionários comprando grandes participações na The Economist. Na França, o bilionário de extrema-direita Vincent Bolloré, agora, controla a CNews, reformulando-a como o equivalente francês da Fox News. No Reino Unido, três quartos da circulação de jornais são controlados por quatro famílias super-ricas.
O estudo da Oxfam também cita evidências de que apenas 27% dos principais editores globalmente são mulheres e apenas 23% pertencem a grupos racializados, respectivamente. Além disso, minorias como imigrantes e pessoas de cor são frequentemente estigmatizadas e usadas como bodes expiatórios, e críticos são silenciados. Autoridades no Quênia usaram o X para rastrear, punir e até sequestrar e torturar críticos do governo. Um estudo da Universidade da Califórnia, entretanto, descobriu que nos meses seguintes à aquisição do X por Elon Musk, as taxas de discurso de ódio aumentaram cerca de 50%.”
Podemos afirmar que o “discurso de ódio” nas redes sociais tem uma causa e um objetivo bastante definido pelos poderosos: desagregar, enfraquecer, aterrorizar e eliminar aquela que pode fazer ruir todos os seus planos de acumulação e exploração do Imperialismo: o proletariado, a classe trabalhadora. O discurso de ódio e a militarização da sociedade, desde as guerras (Ucrânia e recentemente Iran), invasões de países e genocídios (como na Palestina há quase três anos seguidos de bombardeio, Venezuela, Cuba e ameaça à Groelândia), passando pela militarização de guardas civis e escolas e extermínio da juventude pobre e preta nos bairros pobres pelas polícias e GCMs cada vez mais equipadas, são parte da política do Imperialismo Mundial comandado por Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
A maioria dos-das dirigentes da nossa classe, estão comprometidos-das, não com um projeto revolucionário de destruição do capitalismo e construção de uma sociedade Socialista, governada e controlada pela classe trabalhadora, desde a propriedade dos meios de produção. O compromisso destes “representantes da classe trabalhadora” (PT, PSOL, PcdoB), tanto à frente dos sindicatos e movimentos (que não organizam lutas e enfrentamentos contra a burguesia e governos), quanto no parlamento burguês, é propor reformas, projetos e leis, que amenizem a opressão e a exploração capitalista, ou de agressores-agressoras. E, na maioria das vezes, nem amenizam, pois são medidas jurídicas que custam o que a trabalhadora, ou trabalhador, não podem pagar com seus míseros salários, que mal são suficientes para manter os custos das suas vidas e dependentes.
Portanto, apenas a organização da classe trabalhadora, desde os locais de trabalho, combatendo a opressão, que serve à exploração (imposta pelos péssimos salários, condições precárias de trabalho, péssimos e indignos meios de transportes coletivos, altos e precários aluguéis, falta de assistência à saúde, falta de controle da alimentação, etc) será capaz de reestabelecer as relações de solidariedade em nossa classe, com a fraterna e respeitosa convivência entre mulheres, homens, crianças, jovens, idosos, pretas, brancos, indígenas, asiáticos, com os parâmetros de respeito da nossa classe. A classe trabalhadora que produz todas as riquezas da nossa sociedade, não mais os parâmetros da imoralidade da classe burguesa de parasitas que nos exploram, nos assediam, nos dominam e nos matam com violência crescente.
O mês de março, dedicado às comemorações do Dia Internacional da Mulher é momento de levarmos esta reflexão às mulheres e homens da classe trabalhadora, nos locais de trabalho, para a efetiva organização da luta.

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