#24J: Fora Bolsonaro nas ruas e nas lutas! É preciso organizar um Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações da classe trabalhadora!

Vamos às ruas defender um Plano de Lutas da Classe Trabalhadora para barrar os ataques de Bolsonaro e dos partidos patronais no Congresso Nacional e em defesa de nossas reivindicações

Nota do GOI (21/7/2021)

No próximo sábado, 24 de julho, está marcado um novo dia de manifestações pelo Fora Bolsonaro, convocado pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente Povo na Rua.

Em nossos últimos artigos e análises [clique aqui para ler] buscamos desvendar o conteúdo da política destas direções, de colocar ilusões numa falsa “unidade de ação com a burguesia”, de que a queda de Bolsonaro virá pela via institucional e pacífica através da CPI da Covid-19, e dos “superpedidos” de impeachment com ex-bolsonaristas e partidos burgueses no Congresso Nacional.

Enquanto segue a farsa da CPI no Senado, na Câmara dos Deputados a burguesia e seus partidos aplicam a política que verdadeiramente lhes interessa: seguir com o genocídio e jogar nas costas da classe trabalhadora a crise capitalista. Vários projetos estão em pauta e em processo de aprovação nas Comissões e no Plenário: o PL 490, que legaliza a invasão das terras indígenas; a privatização de 100% dos Correios e da Eletrobras; o fim do piso salarial dos engenheiros, arquitetos, agrônomos, químicos e veterinários; a MP 1045, que sob o pretexto de “defender os empregos” avança na retirada de mais direitos trabalhistas, na prática reeditando o famigerada projeto da “carteira verde e amarela” de Bolsonaro (veja aqui a denúncia feita pela CSP-Conlutas); a Reforma Administrativa, que acaba com a estabilidade e a carreira do funcionalismo público, que já amarga o congelamento salarial imposto por Bolsonaro e o Congresso desde maio do ano passado. Os partidos e políticos patronais que supostamente estão em “unidade de ação” contra Bolsonaro são os mesmos que estão junto com Bolsonaro, Paulo Guedes e o Centrão promovendo estes ataques à classe trabalhadora. Esta é maior prova de que a política de “frente ampla” e “unidade de ação” com a patronal não serve para mobilizar a classe trabalhadora, mas serve para encobrir a política antioperária dos partidos patronais. Esta política está levando ao enfraquecimento do movimento Fora Bolsonaro nas ruas, assim como não está sendo capaz de mobilizar a classe trabalhadora e o povo pobre para entrar nesta luta.

Para barrar o genocídio e transformar a luta e as mobilizações pelo Fora Bolsonaro em um movimento verdadeiramente de massas é preciso vinculá-lo à luta em defesa das condições de vida e de trabalho do povo trabalhador, pobre e oprimido. Ou seja, uma luta unificada do conjunto da classe trabalhadora por Fora Bolsonaro, em defesa dos empregos, salários, direitos, terra, moradia e liberdade.

Nossos irmãos latino americanos da Colômbia, Chile, Haiti, Cuba, Argentina, Peru, Bolívia estão nos mostrando que é possível construir um movimento de massas com este caráter e com estas reivindicações. No Brasil também não nos faltam exemplos de resistência e disposição de luta vindos da classe trabalhadora diante dos ataques dos governos e patrões.

No último dia 15 de julho, para citar o exemplo mais recente, os ferroviários da CPTM de São Paulo realizaram uma importante greve pelo reajuste da inflação de 2020 e a participação nos lucros. Mesmo com toda a pressão da patronal e da grande mídia, que fizeram uma campanha para colocar a população contra os grevistas, além de ameaçar os sindicatos com multas, a luta travada pelos ferroviários obrigou o governo Dória (PSDB) a pagar a PLR e negociar o reajuste salarial. No dia da greve houve manifestações de protesto em várias estações de trem, e no Terminal Grajaú os trabalhadores bloquearam a saída dos ônibus, argumentando que “se não tem ônibus pra todo mundo, ninguém vai trabalhar”.

Enquanto as direções das centrais sindicais e partidos que falam em nome da classe trabalhadora, como forma de justificar sua política de coexistência pacífica com a burguesia e a institucionalização da luta de classes, seguem agindo como se não houvesse “ânimo” nos locais de trabalho para a realização de greves e paralisações, os próprios trabalhadores demonstram que é possível organizar lutas e impor aos patrões e seus governos o atendimento das reivindicações.

O GOI/Palavra Operária tem alertado as/os ativistas que têm saído às ruas pelo Fora Bolsonaro que a saída para pôr abaixo este governo e seus lacaios é fortalecer a unidade da classe trabalhadora, com um programa de mobilização que coloque a luta contra o governo vinculada às necessidades mais imediatas do conjunto da nossa classe. Precisamos imediatamente construir um Dia Nacional de Paralisações e Manifestações desde os locais de trabalho, estudo e moradia.

Chamamos estas/es a exigir das direções majoritárias do movimento que rompam sua política de colaboração com a burguesia e organizem a unidade da classe trabalhadora para lutar. E chamamos as direções que se propõem como independentes e alternativas, a começar pelo PSTU, CSP-Conlutas, esquerda do PSOL, Intersindical a rever sua política de “unidade de ação” com a burguesia e de seguidismo da burocracia da CUT, CTB, Força Sindical e demais centrais pelegas, e avancem na construção de um polo de luta, classista e socialista para apontar uma saída revolucionária para a luta de classes no país.  

No dia 24 de julho vamos às ruas defender um Plano de Lutas da Classe Trabalhadora para barrar os ataques de Bolsonaro e dos partidos patronais no Congresso Nacional e em defesa de nossas reivindicações:

  • Quebrar as patentes para garantir vacina para todos. Recursos para o SUS: remédios, UTIs e mais funcionários.
  • Em defesa dos empregos: Redução da Jornada para 6 horas, sem redução de salário e direitos. Plano de Obras Públicas.
  • Reajuste mensal dos salários.
  • Contra a fome: Auxílio de 1 Salário Mínimo para todas e todos necessitados.
  • Barrar a privatização dos Correios e da Eletrobras.
  • Ocupação de terras para moradia nas cidades e para a reforma Agrária no campo.
  • Demarcação imediata das terras indígenas e quilombolas.
  • Contra a Reforma Administrativa, em defesa da estabilidade do funcionalismo público.
  • Contra a violência policial, em defesa das liberdades democráticas e dos direitos dos oprimidos.
  • Anulação das Reformas Trabalhista e Previdenciária. Direitos trabalhistas e aposentadoria para todos.
  • Suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros e especuladores.

Junto a este programa, é fundamental impulsionar e organizar as mobilizações com os métodos de luta da classe trabalhadora: greves, ocupações, trancamento de vias, etc., combatendo o imobilismo da burocracia sindical e dos movimentos e fortalecendo a auto-organização da vanguarda ativista com os métodos da democracia proletária: assembleias, comitês de base, encontros com mandatos das bases.

É preciso levantar uma política de independência de classe para apontar uma saída revolucionária e socialista de poder operário, popular e camponês: um Governo da Classe Trabalhadora, sem patrões. Exigindo de Lula, Boulos e das direções que constroem a “frente ampla”, que rompam com a burguesia para construir a unidade política da classe trabalhadora e do povo oprimido.

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