Abaixo o estado de sítio no Equador! Abaixo o pacote do governo de Lenin Moreno!

Declaração conjunta da CTR/Argentina e do GOI/Brasil

O governo equatoriano sofre uma grande crise depois de anunciar nesta terça-feira um “pacote” de medidas que cortam despesas sociais, os subsídios aos combustíveis são retirados, causando um aumento significativo na gasolina, no preço daa tarifas de transporte e em muitos produtos. Também os salários dos funcionários públicos são reduzidos em 20%.

Além disso, o presidente Lenin Moreno pretende levar à Assembléia Nacional (parlamento) os projetos de Reforma Trabalhista, que visam à contratação temporária, liquidando a estabilidade dos empregos, e uma Reforma Tributária, que libera os investidores e o comércio exterior dos impostos. Tudo isso não faz outra coisa se não prejudicar a situação crítica dos trabalhadores e do povo andino, que sofrem as dificuldades de uma economia estagnada.

A crise do governo impulsionou a greve dos sindicatos dos transportes, paralisando todo o país. As massivas mobilizações de trabalhadores, vizinhos, estudantes, comerciantes e os povos originários, que começam a descer os morros em caravanas e cortam as estradas nas diferentes regiões de cidades do interior. Esta é a resposta dos trabalhadores, da população urbana e das comunidades indígenas ao “pacote” a serviço das demandas do FMI, das multinacionais e da oligarquia nacional.

As mobilizações e paralisações que se espalharam por todo o Equador denunciam o anúncio do “Estado de exceção”, que limita a liberdade de manifestação contra o ajuste econômico, deixando centenas de detidos. Esse é o desafio das massas que estão colocando Lenin Moreno e toda a burguesia equatoriana e seu regime em cheque.

Apesar do cerco da mídia oficial e colaboracionista, chegam os vídeos e comunicações dos diferentes setores em luta, nos mostrando sua firme decisão de acabar com esses abusos. Em várias cidades, a mobilização e implementação da autodefesa obriga as forças policiais a recuarem, convencendo-as a não reprimir.

Desde a CTR – Corrente de Trabalhadores Revolucionários, da Argentina, e do GOI – Grupo Operário Internacionalista, do Brasil, saudamos a luta heróica do povo equatoriano. E apelamos a toda a América Latina para mostrar solidariedade e mobilizar-se em favor da vitória sobre o estado de exceção e o pacote econômico. Lenin Moreno tem que cair, mas não pode ser substituído pela Assembléia Nacional, porque esta é um covil de ladrões e corruptos. No Equador, são as organizações mobilizadas de trabalhadores, camponeses, comunidades indígenas e urbanas que devem assumir o destino do país. Eles são os únicos capazes de tirar o país dessa estagnação econômica, implementando um plano econômico de emergência a serviço dos trabalhadores, camponeses e do povo pobre.

Liberdade de todos os detidos!

Viva a luta do povo equatoriano!

Fora o FMI do Equador e de toda a América Latina!!

Outubro/2019

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