Vale da morte

Por Sandra Fortes

🎼 “O crime do rico a Lei encobre.
O Estado esmaga o oprimido!
Não há direitos para o pobre,
ao rico tudo é permitido!” 🎶 (*)

O capitalismo se desenvolve em sua fase imperialista, domínio do capital financeiro, sobre o suor e sangue da classe trabalhadora, cada vez mais precarizada, sem direitos, sem condições de vida digna, condenada à miséria, à fome, a loucura e às cadeias lotadas…

Em meio a isto assistimos atônitos a assassinatos em massa, a morte de animais, a destruição do meio ambiente, de cidades inteiras, apenas para aumentar a fortuna daqueles e daquelas que querem economizar com salários e recursos públicos para a maioria trabalhadora.

Aqui localizamos os crimes da Vale, em Brumadinho, no final de janeiro de 2019, apenas três anos depois da destruição de Mariana, com um número de vítimas que ultrapassa trezentos mort@s, e outras centenas de pessoas desamparadas pela morte dos familiares. São centenas de barragens espalhadas pelo país sem a necessária segurança. Esta empresa coloca em risco outras milhares de vidas, economizando o que pode com salários, condições de trabalho e segurança, apenas para ser a maior produtora de minério do mundo com lucros de 13 bilhões de reais, apenas nos últimos 12 meses.

Aqui localizamos o assassinato cruel dos 10 jovens atletas do Flamengo, 3 estão feridos, alojados em contêineres inseguros, carbonizados na noite do dia 10/2. Este time, entre os mais ricos do país e entre os principais devedores da Previdência Social, e que teve as dívidas renegociadas recentemente com o governo (PROFUT), expõe a vida dos talentosos jovens pobres, maioria negra, que sonham em jogar futebol num grande clube. Esta caça de talentos, para ser lucrativa para o clube, precisa ser a mais barata possível, por isso os contêineres inseguros, sem alvarás, sem janelas, sem vistoria do corpo de bombeiros, para mal alojar os jovens.

Aqui localizamos a fome, o desemprego, que assola continentes e países inteiros, como a África. Balsas interceptadas ou que simplesmente viram no mar matando milhares de pessoas que fogem em busca de uma oportunidade na Europa, com leis cada vez mais duras e restritivas para imigrantes. Europa incendiada por protestos como ocorrem na França e Itália, contra a alta dos preços e a precarização das condições de vida.

Na maior potência mundial, os Estados Unidos, Donald Trump, governo da burguesia imperialista mundial, o muro, grades que prendem crianças separadas dos pais e leis para impedir e expulsar imigrantes estão a todo vapor. As empresas norte americanas como a GM implementam seus planos de ataques aos operári@s em suas filiais, como a de São José dos Campos, que tiveram redução salarial e de direitos, apenas para que a empresa siga lucrando.
🎶 “Senhores patrões, chefes supremos, nada esperamos de nenhum!” 🎼 (*)

O Capitalismo Mata! Capitalistas só se preocupam com lucros. Exploram, oprimem e matam diariamente nossa classe e o meio ambiente, apenas para aumentá-lo. Aumentam a repressão sobre nossa classe para não protestarmos e lutarmos! Canibais!

Os governos dos capitalistas (Trump, Netanyahu, Bolsonaro(…) não vão punir empresas e empresários assassin@s porque governam para eles, foram eleitos com dinheiro deles! Parasitas!
🎼 “De pé ó vítimas da fome! De pé famélicos da terra!”🎶 (*)

Uma parte importante da nossa classe está em luta!

A greve geral da Índia, trabalhador@s nas ruas do Haiti, França, Itália, protestando contra a fome, a miséria, o desemprego e a ganância capitalista! Aqui no Brasil a greve de operários da Ford, os protestos dos moradores de Brumadinho contra a Vale (que quer reduzir o crime que cometeu, com “doações”), a greve do Funcionalismo Municipal de São Paulo contra o ataque à Previdência, mostram para nossa classe que o caminho é a luta.

Empresas como a Vale precisam ser imediatamente (re)estatizadas, sem indenização e controladas completamente pel@s trabalhador@s. Sua diretoria deve ser presa, e seus bens confiscados. São criminosos!

Clubes como o Flamengo também precisam ser controlados pela classe trabalhadora. Cartolas são empresários e lucram com as vidas da classe trabalhadora.

A jornadas de trabalho precisam ser imediatamente reduzidas para que cada trabalhadora e trabalhador tenha emprego e condições de se sustentar e aos seus/suas dependentes. O objetivo da produção e circulação das mercadorias não pode ser o lucro e sim o bem estar da classe que os produz, a classe trabalhadora.

A reforma da Previdência tem que ser barrada! Precisamos diminuir e acabar com os lucros e não com os direitos da nossa classe. Reduzir e acabar com os lucros e não com o direito à aposentadoria. Não é possível trabalhar até os 65, 70, 80 anos, como querem a burguesia e seus governos!

Precisamos unificar nossas lutas nacional e internacionalmente pelos objetivos da Classe Trabalhadora!

Morte ao Capitalismo!
Vamos construir com nossas lutas o socialismo!

Se nós produzimos, nós podemos controlar as empresas e nós governar!
Apenas assim a vida da Classe Trabalhadora será respeitada! Apenas assim poremos fim aos crimes praticados pelo capitalismo!


(*) A letra acima é da Internacional Socialista. A letra original da canção foi escrita em francês em 1871 por Eugène Pottier (1816-1887), que havia sido um dos membros da Comuna de Paris, denunciando a matança na classe trabalhadora pela opulenta corja burguesa, parasita, exploradora, racista, machista, lgbttfóbica, dona meios de produção (fábricas, bancos, terras, comércio, transportes e meios de comunicação); ao lado da produção fabulosa de riquezas produzidas pelo proletariado cada vez maior e mais miserável.

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