VAMOS ACABAR COM A AGRESSÃO IMPERIALISTA!
Declaração Conjunta: GOI / Palavra Operária (Brasil), Lucha Contracorriente (Estado Espanhol), CTR (Argentina)
No momento em que escrevemos, ainda surgem notícias sobre os atentados e agressão criminosa que os EUA e Israel acabaram de iniciar contra o Irã. Os tambores da guerra, os preparativos, vinham soando desde as últimas semanas, quando o imperialismo americano passou a acumular e concentrar forças militares poderosas, que incluíam porta aviões e o equivalente a mais de duas frotas de guerra. Hoje, o exército sionista de Netanyahu, sob a coordenação do governo Donald Trump, começou a bombardear vastos alvos militares em Teerã e outras cidades do país. Chega a notícia de que o massacre já começou, causando mais de 60 mortes de meninas em uma escola atingida por bombas.
Com o cinismo típico dos imperialistas, Donald J. Trump declarou que “a intervenção será massiva”, enquanto convocava o povo iraniano a “se levantar e derrubar o regime fundamentalista.” O criminoso de guerra Benjamin Netanyahu proclamou, com a arrogância de quem segue impune devido ao apoio dado pelo imperialismo dos EUA e da Europa, afirmou que “essa operação será muito mais forte, que não parará até que a ameaça existencial representada pelo Irã dos aiatolás seja eliminada”.
Que cinismo daqueles que, como Benjamin Netanyahu, têm as mãos e o rosto manchados pelo genocídio, como o recente contra o povo palestino em Gaza, que foi anexada sob o olhar cúmplice do imperialismo, e também partes importantes dos territórios da Cisjordânia, com o apoio das gangues fascistas de colonos armados, e a ocupação do sul da Síria e o bombardeio brutal do Líbano.
Segundo suas declarações, Donald Trump prometeu a “aniquilação da Marinha, do programa nuclear e dos mísseis do Irã”, prevendo “morte certa para todos os membros das Forças Armadas, Polícia e Guarda Revolucionária Islâmica que não se renderem”. Embora Trump tenha reconhecido a possibilidade de vítimas americanas, seus pensamentos estão em causar morte e destruição à população iraniana.

Segundo a BBC, o Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, de 86 anos, foi morto nos atentados dos EUA e de Israel. Essa notícia acaba de ser noticiada primeiro pelo presidente Donald Trump e depois pelopróprio governo iraniano.
O imperialismo dos EUA, com a ajuda de seus cães de ataque sionistas, foi incentivado a iniciar o ataque criminoso, especialmente após verificar que essa coisa que chamam de “comunidade internacional” não moveu um dedo durante as semanas de preparativos para massacrar o Irã. A União Europeia simplesmente olhou para outro lugar. China e Rússia também não reagiram, exceto por apelos diplomáticos hipócritas pelo respeito às regras da ordem internacional e às negociações. Trump e Netanyahu lançaram essa nova agressão militarista, com o objetivo de moldar todo o Oriente Médio aos seus interesses.
Após o que aconteceu em 3 de janeiro na Venezuela, o sequestro do presidente Maduro e a imposição de um sistema neocolonial com a colaboração de Delcy Rodríguez e do exército venezuelano, Trump achou que era hora de desferir um golpe devastador contra o Irã. Ele também especula que a repressão brutal que matou milhares de pessoas no Irã em janeiro enfraqueceu o governo reacionário dos mulás o suficiente para precipitar uma revolta interna, um golpe de Estado ou o colapso do regime.
Mesmo com o risco óbvio de que o regime fundamentalista consiga impor uma forte resistência, que lutará com todos os meios ao seu dispor, mesmo com o risco de a China mudar suas políticas mornas, que facilitam os planos do imperialismo americano, Trump deve ter pensado que chegou a hora de tentar cortar os avanços do imperialismo chinês nesta parte do mundo também, que estabeleceu fortes laços econômicos e financeiros no último período com o Irã, o que lhes garantiria fornecimento de petróleo. Trump comprovou que chineses e russos não vão além das palavras, e isso o encoraja ainda mais.
Ainda não temos informações completas sobre como está a situação, mas sabemos que o Irã respondeu aos bombardeios, lançando mísseis contra Israel e contra bases militares dos EUA na Arábia Saudita, Kuwait, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Catar. Explosões foram ouvidas na base dos EUA no Bahrein.

O que está claro, no entanto, é que uma guerra dessa magnitude, patrocinada por Trump e Netanyahu, não tem paralelo no período recente. E também é verdade que os fiascos que tiveram no Afeganistão e no Iraque ainda estão frescos na memória dos estadunidenses. Por isso, não parece muito provável que os EUA considerem entrar no Irã com soldados por terra, optando por massacrar o país com bombardeios sistemáticos, com a intenção de causar o máximo de danos possível à infraestrutura do país, criando morte e destruição entre a população civil, que mais uma vez pagou o preço pela ganância por lucros dos poderosos do império americano.
Com essas ações criminosas, o imperialismo busca decapitar o regime iraniano, possivelmente buscando a eliminação de alguns de seus representantes mais proeminentes. Não se descarta que, longe dos verdadeiros interesses do imperialismo, na medida em que o regime iraniano responda, isso possa causar efeitos sociais profundos, não só no Irã, mas em toda a região, onde podemos assistir a explosões revolucionárias.
Da mesma forma, os efeitos sobre a economia mundial podem ser precipitados. Se a guerra for prolongada por um certo período, poderemos ver o renascimento de movimentos fortes ao redor do mundo contra a guerra, o que colocará em cheque o sistema nos países árabes, na Europa e nos próprios EUA, onde já vimos um forte questionamento do governo Trump e do próprio capitalismo crescendo.
Os marxistas do GOI, de Lucha Contracorriente e da CTR condenam veementemente essa nova agressão imperialista, cujas primeiras vítimas são as famílias trabalhadoras, a juventude e os oprimidos do Irã. Diante desses fatos, condenamos veementemente e exigimos o fim desses ataques do imperialismo e dos sionistas contra o Irã. Declaramos que não somos neutros nessa situação e convocamos os trabalhadores, a juventude e todos os oprimidos em todos os países a se organizarem e lutarem contra o imperialismo dos EUA, nosso verdadeiro inimigo.
Condenamos todas as tendências que, mesmo que se autodenominem “de esquerda”, não condenam energicamente e não participam da luta contra o imperialismo, mesmo que tentem se esconder covardemente sob a desculpa do caráter reacionário do regime iraniano. Certamente, a condenação da guerra criminosa promovida pelos EUA e Israel contra o Irã não deve significar de forma alguma nenhum apoio ao regime reacionário dos Mulás, um regime que massacra seu próprio povo é incapaz de defendê-lo contra o imperialismo e o sionismo.
Pôr fim ao estado teocrático reacionário do Irã é tarefa revolucionária das massas iranianas, e não deixamos essa tarefa nas mãos dos imperialistas e sionistas!!
Precisamos falar claro e alto. O objetivo dos trabalhadores, nem no Irã nem em qualquer outro país, não pode ser substituir alguns reacionários por outros, e temos claro que, neste caso específico, como foi na Venezuela, eles apenas se diferenciariam dos atuais por serem mais dóceis e devotos a Washington e Tel Aviv.
Nossa tarefa e objetivo não é outro senão conseguir derrubar o capitalismo, unindo a luta de todos os povos oprimidos acima das diferenças raciais, linguísticas ou religiosas. Somente derrubando o capitalismo e desmontando o Estado que está nas mãos da classe dominante poderemos nos colocar a tarefa de construir um verdadeiro Estado operário, que terá em seu poder as alavancas fundamentais da economia, para administrá-lo democraticamente com base na satisfação de todas as necessidades existentes, presentes e futuras.
E, para esse fim, as massas iranianas, lutando junto com as massas do restante da região e do mundo inteiro, devem se opor com ambas as mãos à intervenção imperialista contra o Irã, denunciando com total clareza o caráter totalmente reacionário dessa nova agressão imperialista e o direito do Irã de se defender militarmente contra ela.
Nosso grito neste momento não é outro senão:
Que os trabalhadores de todo o mundo lutem contra a guerra imperialista!
Pela liberdade e autodeterminação dos povos!
Uma luta que é pela transformação socialista da sociedade diante da barbárie capitalista/imperialista.
GOI – Grupo Operário Internacionalista/ Jornal Palavra Operária (Brasil)
Lucha Contracorriente (Estado Espanhol)
CTR – Corriente de Trabajadoras y Trabajadores Revolucionarios (Argentina)
[Imagem: bombardeio de escola no Irã]


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