#Argentina | A CTR adere à greve nacional convocada pela CGT contra a reforma trabalhista

Infelizmente, as medidas tomadas pela liderança sindical têm sido tímidas e coniventes.
Uma greve sem mobilização, uma greve domingueira, sequer é suficiente para começar a lutar contra este governo que está matando os trabalhadores de fome.

Negociações secretas entre líderes peronistas traidores e funcionários do governo, acordos de bastidores, especialmente em relação às mensalidades sindicais e ao dinheiro dos fundos de assistência social que permitem a existência de líderes sindicais milionários, têm sido parte de todos estes ataques, contribuindo para a inércia e jogando baldes de água fria na raiva dos trabalhadores. Eles e toda a liderança peronista, de Cristina Kirchner a Kicillof, de Moreno ao reacionário Pichetto e outros.

Anos de conquistas serão anulados por responsabilidade de todas estas lideranças, da direita à esquerda.

Uma esquerda parlamentarista que faz denúncias , mas é incapaz de organizar tanto no nível dos bairros quanto no nível sindical, porque sua principal preocupação é manter seus mandatos nas câmaras. Movimentos sociais controlados por líderes que conciliam com prefeitos e governadores para manter sua clientela por meio de programas governamentais.

Mais da metade do país viven em empregos precários, há muitos anos sem nenhum direito, e essas mudanças não lhes afetam em nada. Uma classe trabalhadora que luta contra cada ataque patronal, que usa as demissões como arma para desarmar os trabalhadores, colocar medo, desorganizá-los e, em seguida, impor uma reforma que é uma contrarrevolução ditatorial, concebida para superexplorar a classe trabalhadora, privar os jovens de um futuro e destruir os idosos.

Diante da falta de alternativas, aderimos criticamente à greve, convocando os trabalhadores a exigirem desses líderes covardes uma greve por tempo indeterminado até que essa lei, que coloca a Argentina entre os países mais atrasados do mundo, seja revogada.

⚠️ Não à reforma trabalhista.

⚠️ Não às negociações secretas entre os dirigentes e o governo.

🗣 Por uma greve por tempo indeterminado que unifique todas as lutas em uma só, em âmbito nacional.

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