Solidariedade à advogada Maíra Pinheiro contra a perseguição sionista

Nota do GOI-Palavra Operária

O GOI/Palavra Operária vem manifestar total apoio e solidariedade à advogada Maira Pinheiro, sua filha e sua família, que têm sido alvos de ataques covardes por parte de setores sionistas em decorrência de sua coragem ao denunciar crimes de guerra cometidos pelo soldado israelense Yuval Vagdani na Faixa de Gaza. A decisão da Justiça Federal brasileira de investigar tais crimes, após o soldado chegar ao Brasil de férias, surge a partir da denúncia elaborada por Maira, e é uma vitória importante para a luta por justiça e responsabilização internacional dos crimes cometidos por Israel em Gaza.

Os ataques dirigidos a Maira e sua família refletem uma tentativa de intimidação que não pode ser tolerada. Expressamos nossa indignação e repúdio a essas ações, reafirmando que a defesa do povo palestino não será silenciada por ameaças, perseguições e tentativas de criminalização da luta.

Nosso apoio a Maira Pinheiro é também um gesto de solidariedade a todas as vítimas do genocídio cometido pelas forças militares de Israel contra o povo palestino. Milhares de vidas palestinas têm sido brutalmente interrompidas por ações militares como as descritas na denúncia contra Vagdani, acusado de participar da demolição de um quarteirão residencial em Gaza, em dezembro de 2024, utilizando explosivos fora de situações de combate, um ato que configura a prática de extermínio do povo palestino.

As residências demolidas abrigavam palestinos deslocados internamente devido ao conflito no enclave, agravando ainda mais a crise humanitária na região. A denúncia, sustentada por vídeos e dados de geolocalização, aponta para o envolvimento direto de Vagdani, corroborado por uma publicação em suas redes sociais na qual ele celebrou as demolições com a frase: “Que possamos continuar destruindo e esmagando este lugar imundo, sem pausa, até os seus alicerces”, revelando desprezo pela vida e dignidade de palestinos e palestinas.

A operação diplomática para garantir a saída de Vagdani do Brasil reforça o compromisso do governo israelense em encobrir seus crimes de guerra, um gesto que evidencia o aparato político que sustenta as violações sistemáticas de direitos humanos e internacionais promovidas pelo Estado de Israel. Feito sob as barbas do governo Lula-Alckmin, essa manobra também evidencia a impotência deste governo para combater o sionismo no país. Se o rompimento de relações com Israel tivesse sido feito, a manobra realizada pelo consulado de Israel não teria sido possível.

A recente vitória que foi o arquivamento pelo Ministério Público do inquérito infundado movido contra o GOI a pedido da deputada cassada Carla Zambelli (PL) é uma conquista que reafirma a legitimidade de nossa luta e nosso compromisso inabalável com a busca pela verdade e pela justiça. Essa vitória também não teria sido possível sem a defesa corajosa e competente da advogada Maira Pinheiro, que enfrentou com determinação as tentativas de silenciamento e criminalização dirigidas contra nossa organização. É com essa mesma determinação que manifestamos nossa solidariedade a Maira Pinheiro e a todas as vítimas do regime de apartheid israelense, especialmente o povo palestino, que diariamente enfrenta a brutalidade da ocupação, a violência militar e as violações sistemáticas de seus direitos fundamentais.

Reafirmamos nosso compromisso com o fim do Estado sionista de Israel e pela luta por uma Palestina livre, laica e socialista. Nossa solidariedade é inabalável com o povo palestino, com Maira Pinheiro e com todos aqueles e aquelas que, como ela, não se curvam ao sionismo.

A iniciativa do pedido de inquérito contra o soldado também foi da Fundação Hind Hajab.

São Paulo, 05 de Janeiro de 2025.


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