Por uma Frente da Classe Trabalhadora, sem patrões nas lutas e nas eleições
Najara Costa finalmente anunciou sua saída do PSOL e filiação ao PCdoB, após uma peregrinação em busca de uma legenda, que passou inclusive pelo Partido Solidariedade, do notório pelego Paulinho da Força, além de outras figuras não menos sinistras, como o ex-prefeito Evilásio Farias (PSB). Seu desligamento do mandato de co-deputada estadual pelas Pretas, do PSOL, também foi informado sumariamente.
Ao entrar no PCdoB, partido que compõe o governo de Aprígio (Podemos) e vai apoiar sua candidatura à reeleição, Najara deu uma guinada à direita, abandonando o barco da oposição para se integrar de mala e cuia no governo patronal de Aprígio. Inclusive barganhando cargos na administração, no melhor estilo da “velha política”, que dizia condenar.
O mesmo caminho adesista tomado por Najara Costa está conflagrando internamente também o PT de Taboão da Serra, que forma uma federação partidária com o PCdoB. O PT municipal tem sido historicamente utilizado pelas cúpulas estadual e nacional do partido como mera “moeda de troca” nos acordos políticos com partidos e políticos burgueses. A disputa entre os que defendem o adesismo a Aprígio e os que postulam a ruptura já levou à saída de vários militantes, a exemplo de Gerusael (Geru) e Cláudia Souza (Dinha), históricos dirigentes do partido na cidade, que se filiaram ao PSOL. Dinha será a vice da pré candidata a prefeita Nil Félix, pelo PSOL.
O GOI/Palavra Operária e Sandra Fortes, pré candidata a vereadora pelo PSOL, desde o final do ano passado, vimos propondo a formação de uma coligação independente dos patrões e governos, encabeçada pelo PSOL, PT e PCdoB, junto com os sindicatos, o MTST, MST e os movimentos populares e coletivos da juventude e do povo oprimido de Taboão. Uma Frente de Luta e Oposição, contra Aprígio e a direita, que apresente uma chapa própria para prefeito e vereadores nas eleições de outubro.
A decisão do PSOL de apresentar candidaturas próprias iniciou um importante movimento de aglutinação dos setores da luta sindical, popular e da juventude oprimida da cidade. O GOI defende o fortalecimento desta Frente da Classe Trabalhadora, para lutarmos nas ruas e nas urnas por um Governo da Classe Trabalhadora, sem patrões.
As trabalhadoras e trabalhadores e a juventude que apoiam Najara Costa, o PCdoB e o PT precisam exigir deles que rompam com Aprígio e os políticos patronais e venham se somar a esta frente sem patrões.
[Imagem: Najara Costa se reúne com o prefeito Aprígio, em novembro de 2023]
Leia também o Manifesto de lançamento da pré-candidatura de Sandra Fortes a vereadora pelo PSOL:


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