Ante a iminência do ataque de Israel a Rafah: Vamos às ruas em defesa do povo palestino! Apoio ao Irã em sua ofensiva contra Israel!

Nota conjunta da CTR/Argentina e do GOI/Brasil (17/4/2024)

O governo assassino de Netanyahu prepara o ataque à cidade de Rafah na fronteira da Faixa de Gaza com o Egito. Cerca de 1 milhão e 500 mil palestinas e palestinos de todas as idades estão refugiados na cidade, vivendo em acampamentos provisórios, à mercê da fome e doenças, após serem expulsos do norte da Faixa pelos massacres do exército sionista. A ditadura do general Al Sisi, do Egito, impede a entrada dos palestinos no país, cumprindo um papel cúmplice de Israel no genocídio.

Com o ataque a Rafah, Netanyahu quer fazer o gran finale de sua guerra de extermínio e limpeza étnica na Faixa de Gaza, expulsando os palestinos para o Egito. E, assim, “liberar” o território de Gaza para o estabelecimento de colônias sionistas. Esta nova Nakba do século XXI mostra que a política expansionista de Israel, a serviço do imperialismo, não tem limites.

O ataque a Rafah aumentaria o morticínio do povo palestino, que já soma mais de 33 mil mortos e dezenas de milhares de feridos e mutilados, na maioria crianças e mulheres.

O imperialismo dos Estados Unidos e da União Europeia, principais aliados e financiadores do enclave sionista-imperialista, tentam cinicamente impor limites à fúria genocida de Netanyahu e Ben Gvir. Mas, a resolução da ONU que buscava impor um “cessar-fogo” durante o Ramadã (mês sagrado muçulmano) fracassou por completo. Israel não conteve o genocídio nem por um segundo, utilizando a fome e as doenças como armas de guerra, impedindo a entrada de alimentos e remédios e bombardeando hospitais na Faixa de Gaza. Os ataques de Israel se estendem também a outros povos árabes, como os bombardeios e assassinatos na Síria e no Líbano.

Estes fatos demonstram a inutilidade da política de “paz” e “cessar-fogo”, aplicada pela ONU, Biden, Macrón, Xi Jinping, Lula etc. e apoiada inclusive por organizações socialistas e revolucionárias. Só é possível haver paz e o fim do genocídio palestino com a derrota militar e política de Israel.

Por novas manifestações massivas em apoio à Palestina Livre

A mobilização da classe trabalhadora e dos povos oprimidos é a principal arma para deter o genocídio. É preciso retomar as grandes manifestações que levaram milhões de pessoas às ruas em todo o mundo em defesa da Palestina Livre. Esta deve ser a tarefa número 1 de todas as organizações que apoiam a causa palestina.

Por uma nova Intifada na Cisjordânia

É preciso que os palestinos da Cisjordânia se levantem em uma nova Intifada em defesa de seus irmãos e irmãs da Faixa de Gaza, enfrentando o governo colaboracionista de Mahmoud Abbas, da Fatah, que cumpre o papel de capataz de Israel na Cisjordânia, reprimindo as manifestações contra o genocídio em Gaza.

Que o Hamas impulsione o armamento geral do povo palestino para que haja uma resistência de massas ao genocídio.

Intensificar a guerra contra Israel

É preciso que o povo trabalhador dos países árabes e muçulmanos do Oriente Médio e Norte da África pressionem os governos burgueses destes países, que se limitam a fazer declarações e moções de condenação a Israel, a que declarem guerra a Israel, único caminho para enfrentar o sionismo no terreno decisivo das armas.

O ataque do Irã com drones e mísseis é um passo importante neste sentido, e deve ser apoiado por todas as forças que militam na trincheira palestina. Contudo, apesar de sua contundência, o ataque limitou-se a uma demonstração de força, como resposta às provocações de Israel, que vem assassinando comandantes da Guarda Revolucionária Iraniana. O desgastado regime dos Aiatolás tenta desta forma, apaziguar os militares e ganhar apoio entre as massas trabalhadoras do país.

A defesa do povo de Gaza martirizado pelo Exército Sionista necessita muito mais do que isso. É urgente intensificar a guerra contra Israel, caminho que precisa ser tomado principalmente pelo Hezbollah e demais milícias islâmicas do Iraque e da Síria, seguindo o exemplo da milícia Houthi, do Iêmen, que tem feito ataques a Israel e a navios de países imperialistas no Mar Vermelho.

CTR – Corriente de Trabajadores Revolucionarios (Argentina) e GOI – Grupo Operário Internacionalista (Brasil)

[Imagem: Encontro entre ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, e general estadonidense Michael “Erik” Kurilla. Foto: Ariel Hermoni/Israel Mod/ZUMAPRESS.com/picture allian]

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