Todo apoio à luta de libertação dos palestinos contra o Estado racista de Israel!

Declaração do GOI-Palavra Operária

No dia 6 de outubro passado, o governo palestino da Faixa de Gaza e as forças do Hamas desataram um ataque militar contra o Estado invasor de Israel.

Imediatamente, a mídia internacional e nacional, financiada a peso de ouro pelo capital sionista-imperialista, iniciou uma campanha para condenar os “terroristas” palestinos e defender o “direito de defesa” de Israel. No mesmo sentido, se perfilaram os dirigentes dos países imperialistas (EUA, União Europeia, Japão), desde sempre os principais avalistas do enclave sionista-imperialista nas terras palestinas. Já o PC da China e Putin, na Rússia, limitaram-se a conclamar à “paz” entre palestinos e israelenses, como se fosse possível existir paz na Palestina ocupada e torturada pelo Exército de Israel.

Os dirigentes políticos dos países colonizados, a exemplo de Lula, também condenaram os “ataques terroristas” dos palestinos, evidenciando assim sua submissão servil aos interesses do imperialismo e da burguesia nacional.

O que Lula, Biden, Macrón, Xi-Jinping, Putin e Cia. escondem é que o verdadeiro terrorista é o Estado de Israel. O terrorismo de estado judeu-sionista teve início com a criação de Israel (avalizado pelo imperialismo e pela URSS estalinista), em 1948, com o massacre de milhares e a expulsão e êxodo (Nakba) de cerca de 1 milhão de palestinas/os das terras em que viviam há séculos. Desde então, Israel promoveu inúmeras guerras para impor a expansão de seu território, segregando o povo palestino nos minúsculos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

A Faixa de Gaza tem apenas 365 km2, onde vivem mais de 2 milhões de palestinas/os. Está cercada e isolada por terra, mar e ar pelas Forças Armadas israelenses, que impõem um bloqueio econômico que impede e dificulta o acesso a alimentos, remédios e todos os bens necessários à vida. Um verdadeiro genocídio planejado que dissemina a miséria e a doença entre a população palestina.

Militares e paramilitares de Israel entram impunemente, a qualquer hora, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, para sequestrar, torturar e matar palestinas/os (sobretudo jovens). Dinamitam sem dó as casas de famílias palestinas que consideram terroristas. Drones, mísseis e outras armas de guerra podem cair a qualquer momento, assassinando em massa inclusive crianças, adolescentes e idosos. Para sair e entrar em seu território, trabalhadoras e trabalhadores palestinos são humilhados todos os dias por soldados/as israelenses nos postos de controle nas fronteiras. Milhares de palestinos estão presos em cárceres em Israel, tratados de forma desumana e cruel.

Esta situação, que já dura mais de 70 anos, tem se agravado nos últimos anos com os governos israelenses de ultradireita, liderados por Benjamín Netanyahu e fascistas como Itamar Ben-Gvir, que retomaram a expulsão de palestinos nas fronteiras para a instalação de colônias armadas habitadas por religiosos fanáticos e racistas. A isso se soma a crescente intolerância religiosa disseminada pelos judeus sionistas em lugares sagrados para os islamitas, como a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém.

Este é o verdadeiro terrorismo que Biden, Lula e Cia. querem esconder. O terrorismo ignóbil imposto pelo Estado racista e genocida de Israel sobre o povo palestino, que tem paralelo na história recente com o nazismo de Hitler sobre os próprios judeus e outros povos e grupos.

A luta desatada pelo governo da Faixa de Gaza e pelo Hamas é uma resposta justa e necessária contra toda esta opressão e exploração imposta pelos capitalistas judeus e seu Estado de Israel, sob a proteção do imperialismo. É uma luta pela sobrevivência e pela libertação do povo palestino.

A causa palestina deve ser apoiada integralmente por todas/os trabalhadoras e trabalhadores conscientes de todo o mundo.

[Imagem: Palestinos sobem no topo do polêmico muro de separação de Israel entre a vila de Bilin na Cisjordânia, perto de Ramallah, e o assentamento israelense de Modiin Ilit durante uma manifestação contra assentamentos na área, em 17 de fevereiro de 2017 [Abbas Momani/ AFP via Getty Images]

GOI-Palavra Operária (8/10/2023)

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