Abaixo o falso “Plano de Paz” de Trump-Netanyahu! Não a um Novo Mandato Colonial na Palestina!

Quando se completam dois anos do Holocausto na Faixa de Gaza, Trump e Netanyahu, os facínoras do imperialismo-sionismo que comandam hoje o genocídio do Povo Palestino, propõem um falso “plano de paz” que na verdade quer impor um Novo Mandato Colonial sobre a Palestina.

Os principais pontos do plano são:

  • imposição de um “governo de transição internacional” na Faixa de Gaza, comandado por Tony Blair (ex-primeiro ministro britânico) e outros representantes do imperialismo-sionismo, que seria supervisionado por um “conselho de paz” presidido por Trump;
  • retirada parcial do Exército de Israel da Faixa para dar controle militar a uma “Força Internacional de Estabilização”;
  • capitulação militar e política do Hamas e demais grupos da Resistência Armada Palestina, que deverão entregar as armas, aceitar a “paz” com Israel e abandonar a militância política, em troca de uma suposta “anistia”;
  • “reforma” da Autoridade Palestina. 

O plano colonialista de Trump-Netanyahu foi negociado nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, enquanto, sob os holofotes, países imperialistas como França, Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal anunciavam o reconhecimento de um “estado palestino”. Os governos dos países árabes (Liga Árabe) também já se apressaram em dar seu apoio ao plano, mostrando mais uma vez seu caráter de cúmplices asquerosos do imperialismo-sionismo. O apoio foi dado também por Mahmoud Abbas, chefe da burocracia corrupta da falida “Autoridade Palestina”, que hoje cumpre o papel de capatazes de Israel na Cisjordânia.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, também apoiou o plano: “Tudo isso está dentro das nossas linhas políticas. Sem dúvida nenhuma, o Brasil aplaude a iniciativa, e fazemos votos de que ela surta efeitos e seja aceita por todas as partes”. Esta posição de capitulação ao imperialismo-sionismo revela mais uma vez que o governo Lula-Alckmin “defende” o povo palestino apenas com palavras, mas na prática, mantém, de forma cúmplice, todos os laços econômicos, diplomáticos e militares com Israel. 

Desta forma, está em curso uma farsa grotesca contra o povo palestino, que, sob o falso manto da “paz”, esconde os verdadeiros propósitos colonialistas dos Estados Unidos, Israel, das demais potências imperialistas e governos árabes: aceitar o expansionismo sionista sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia; desarmar a resistência palestina; lucrar com a reconstrução econômica da Faixa de Gaza, através de empreendimentos imobiliários bilionários e superexploração da força de trabalho do povo palestino.

É preciso rechaçar este falso plano de paz e seguir na luta por uma Palestina Livre do Rio ao Mar. 

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