YouTube/Google pune canal do GOI/Palavra Operária por apoiar a Resistência Palestina

Nota do GOI-Palavra Operária

A entrevista com Wiliam Felippe, militante do GOI, foi publicada em 26 de abril de 2024. O camarada explica o que é o Hamas e qual a posição do GOI frente a este movimento. Vejam neste vídeo:

O YouTube/Google busca fundamentar sua punição unilateral ao nosso canal afirmando que apoiamos uma “organização terrorista”. Esta caracterização do Hamas como terrorista é feita exclusivamente pelos governos dos Estados Unidos e de Israel, contrariando não apenas o GOI e o conjunto das organizações e ativistas da causa Palestina, mas, inclusive, a posição da própria ONU (Organização das Nações Unidas). Vejam o que disse sobre o Hamas a principal autoridade da ONU sobre a Palestina, em artigo publicado recentemente pelo site Brasil 247:

“A Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, afirmou que o Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) não deve ser classificado como um grupo de assassinos ou apenas uma facção armada, mas sim como uma força política que chegou ao poder por meio de eleições. A declaração foi publicada pelo canal Hispantv.

Segundo Albanese, o Hamas assumiu o governo da Faixa de Gaza após vencer as eleições legislativas palestinas de 2005, consideradas as mais democráticas já realizadas no território. “O Hamas não deve ser considerado um grupo de assassinos, pessoas armadas ou combatentes, porque eles não são”, afirmou. Para a especialista da ONU, muitas vezes prevalecem narrativas distorcidas sobre o movimento, ignorando sua dimensão política.

Francesca Albanese ressaltou que, desde que assumiu o controle da região, o Hamas investiu em infraestrutura, estabelecendo escolas, hospitais e outras instituições públicas no enclave sitiado. Ela destacou que essas iniciativas fazem parte do esforço do movimento em manter a governança local, apesar do bloqueio imposto por Israel desde 2007.”

É de se perguntar se o Google/YouTube vai censurar também as falas da relatora Albanese. Ela desmascara justamente o argumento de Israel e dos Estados Unidos, que sempre acusam de “terrorismo” a todas as organizações e ativistas que lutam em defesa dos povos explorados e massacrados pelo imperialismo e o sionismo em todo o mundo.

O ataque ao canal Palavra Operária para nada nos surpreende, pois é tão somente mais uma medida do Google em apoio ao genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza. O suporte tecnológico do Google e outras “big techs” (Microsoft, Meta, X etc.) ao Exército de Israel é um componente essencial na guerra de extermínio promovida na Faixa de Gaza.

Não por mero acaso, poucos dias antes da publicação de nossa entrevista censurada, em 16 de abril de 2024, o Google demitiu 28 funcionários que haviam participado de manifestações nos Estados Unidos de denúncia e repúdio a um contrato de 1,2 bilhão de dólares, firmado entre o Google e o Estado de Israel, para uso da estrutura de nuvem da companhia para serviços de inteligência artificial e detecção facial. Desde então, este “serviço” prestado a Israel deu base à guerra através de drones armados, guiados por IA, que saem “à caça” de rostos de pessoas fornecidos pelo Google, levando ao assassinato em massa de palestinas e palestinos, inclusive crianças e adolescentes. O Google está encharcado com o sangue do povo palestino. Veja neste vídeo como os drones assassinam pessoas na Faixa de Gaza.

O ataque do Google/YouTube ao GOI-Palavra Operária é mais um tentativa de calar as vozes que se levantam em todo o mundo para denunciar o Holocausto Palestino em Gaza e para apoiar a luta do Povo Palestino. Porém, nada vai calar estas vozes, que ecoam de forma crescente nas ruas e na consciência de milhões de proletários em todo o mundo.

Assista à entrevista completa realizada pelo jornal Palavra Operária:

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