PalestinaLivre |Organizemos ações diretas para pressionar Lula a romper com Israel

Nota do GOI-Palavra Operária


Diante da nova escalada do Holocausto promovido pelo Estado Sionista na Faixa de Gaza, nos últimos dias assistimos a um aumento dos pronunciamentos de entidades, intelectuais e artistas solicitando ao presidente Lula que rompa todo tipo de relações com o Estado de Israel.


A Carta Aberta ao Presidente Lula sobre o Genocídio do Povo Palestino e a necessidade de sanções ao Estado de Israel, encabeçada pelo BDS Brasil, a Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo e inúmeras entidades, artistas e políticos, chama Lula a romper “relações diplomáticas e comerciais com o estado sionista de Israel, através de embargo militar bilateral e embargo energético, e revogue o tratado de livre comércio em vigor”.


A Carta Conjunta da FUP e FNP denuncia que “o Brasil forneceu para Israel o petróleo bruto e refinado para  operar sua frota de caças, tanques e outros veículos e operações militares, bem como as escavadeiras que atuam destruindo a infraestrutura nos campos de refugiados e cidades da Cisjordânia ocupada” e conclama o governo federal a fazer “um embargo energético interrompendo a exportação de petróleo para Israel, e a paralisação imediata de projetos com empresas de energia israelenses”.


O GOI-Palavra Operária apoia estas iniciativas e somos signatários da Carta encabeçada pelo BDS. Contudo, é preciso entender que a urgência em Parar o Genocídio nos exige mais do que novas palavras dirigidas a Lula e seu governo.

Desde o início do genocídio em Gaza, em 8 de outubro de 2023, as entidades e ativistas que vem se manifestando em defesa do povo palestino têm chamado Lula a romper relações com Israel. Portanto, há cerca de 1 ano e 8 meses!! Sem nenhuma resposta efetiva de Lula. Durante este período, segundo os dados fornecido pela Carta da FUP/FNP, o Brasil forneceu cerca de 10% do petróleo utilizado por Israel em sua guerra de extermínio, que já levou ao assassinato étnico de mais de 65 mil palestinas e palestinos, na sua maioria crianças e mulheres, e à destruição de toda a infraestrutura da Faixa de Gaza.

Acrescenta-se a isso a aprovação pelo Senado, por unanimidade, nesta semana, do dia da amizade Brasil-Israel. Esta afronta ao Povo Palestino e cumplicidade com o genocídio contou com o apoio de toda a base parlamentar do atual governo.

O tempo das palavras já se esgotou. As palavras das Cartas dirigidas a Lula precisam ser acompanhadas de ações concretas e diretas com o objetivo de pressioná-lo a adotar com urgência urgentíssima as medidas propostas de rompimento com o Estado sionista genocida.


Além de novas manifestações de rua, sempre muito importantes, precisamos organizar também ações unitárias como a ocupação de órgãos do governo e bloqueios dos embarques de petróleo, a exemplo de ações já realizadas por trabalhadoras e trabalhadores em outros países em defesa do Povo Palestino.

O povo palestino mantém erguida sua heroica resistência ao genocídio. É mais do que urgente adotarmos as medidas necessárias para ir em seu socorro!

Parar o Genocídio!  


GOI-Palavra Operária (30/5/2025)

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