No dia 31/1/2025 ocorreu uma nova audiência do caso do assassinato de 9 jovens no baile da DZ7, no bairro Paraisópolis, em São Paulo, ocorrido na madrugada do dia 1º de dezembro de 2019.
O GOI-Palavra Operária esteve presente, junto com outras organizações e ativistas, levando solidariedade aos familiares e apoio à sua longa luta por justiça.
Entrevistamos a companheira Cristina Quirino, mãe de Denys Henrique, uma das vítimas, liderança das mães que lutam pela condenação dos policiais envolvidos no massacre.
Cristina, o que está previsto na audiência de hoje, aqui no fórum?
Hoje, na audiência dos #9queperdemos, serão ouvidas as testemunhas de defesas dos policiais. Hoje é a segunda audiência desta fase, haverá outras, até que todas as testemunhas (cerca de 36) sejam ouvidas.
Quem são estas testemunhas?
Policiais que agiram junto com os reus, que não foram indiciados, por falta de provas para individualização das condutas. Apesar das imagens, não foi possível a identificação de muitos. A última fase, será o depoimentos dos réus.
Qual o objetivo destas audiências?
Todos estes trâmites para que haja júri popular, que será pronunciado (decidido) pelo juíz do caso se considerar esta necessidade, após as audiências.
Qual a justificativa da demora?
Muitas vítimas, muitos réus, muitas testemunhas. Em casos que acusados de crimes estão presos, o pronunciamento por júri popular é mais rápido. Não é no caso dos #9que perdemos, em que todos os policiais seguem soltos e atuando nas ruas. Importante lembrar que familiares da/dos jovens assassinados já foram ouvidos na primeira fase.
#Os9QuePerdemos continuam presentes em nossa memória e nossa luta: Denys Henrique, Luara Victoria, Gustavo Cruz, Dennys Guilherme, Eduardo da Silva, Marcos Paulo, Mateus dos Santos, Gabriel Rogério, Bruno Gabriel.












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